O objectivo deste blog é fornecer informação útil para doentes oncológicos que realizam radioterapia e que por motivos diversos desconhecem o tratamento

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Ago 09

O cancro gástrico foi um dos mais prevalentes na década de 80, contudo a sua incidência tem vindo a baixar. Tem maior incidência no sexo masculino do que no sexo feminino, sendo a proporção 2:1.

 

Antes de colocar qualquer informação, penso ser importante colocar uma imagem sobre a anatomia deste órgão para que posteriormente seja mais fácil entender-se a teoria.

 

 

 

A imagem seguinte mostra a localização dos tumores gástricos de acordo com a anatomia do órgão

De seguida apresento um quadro com os factores de risco associados ao cancro gástrico.

 

 

Definitivo – vigilância recomendada

Polipose adenomatosa familiar (FAP)

Adenoma gástrico

Biópsia gástrica revelando displasia de alto grau

Definitivo

Gastrite crónica atrófica

Metaplasia gástrica em biópsia

Infecção H. pylori

Cancro colo-rectal hereditário não polipose (HNPCC – Lynch II)

Provável

História de gastrectomia subtotal (< 20 anos)

Anemia perniciosa

Tabaco (cardia)

Possível

Excesso de álcool

Alimentos salgados, picantes ou fumados

Ingestão baixa de vegetais e frutos

Tabaco

Duvidoso

Úlceras gástricas benignas

Polipos glandulares

Polipos hiperplásicos

Os sintomas associados ao cancro gástrico são:

·         Emagrecimento

·         Dor abdominal

·         Náuseas

·         Anorexia

·         Disfagia (dificuldade em engolir)

·         Melenas (fezes de cor escura devido à presença de sangue nas mesmas)

·         Saciedade precoce

·         Dor tipo ulceroso

·         Edema dos membros inferiores (inchaço das penas/pés)

 

O diagnóstico deste tipo de cancro deve passar sempre pela endoscopia, sendo este um dos exames mais utilizados e o melhor procedimento de diagnóstico do tumor em causa. Para além disso devem ser realizados exames radiográficos com contraste para uma melhor visualização do órgão.

Depois de feito o diagnóstico de cancro gástrico e antes de se passar à fase de tratamento, é feito o estadiamento da doença, para que o tratamento seja adaptado ao estadio em que o tumor se encontra. O estadiamento é feito de acordo com o sistema TNM (tumor, nódulos, metástases), em que o T se refere á extensão do tumor primário, o N às metástases para gânglios regionais e o M metástases à distância. Está dividido em:

         Tx – o tumor primitivo não pode ser avaliado

         T0 – sem evidência de tumor primitivo

         Tis – carcinoma in situ

         T1 – o tumor primitivo invade a membrana basal ou a sub-mucosa

         T2 – o tumor invade a muscular

o   T2a – tumor invade a muscular própria

o   T2b – tumor invade a subserosa

         T3 – o tumor invade a adventícia

         T4 – o tumor invade as estruturas adjacentes

 

         Nx - os gânglios linfáticos regionais não podem ser avaliados

         N0 – sem metástases nos gânglios linfáticos regionais

         N1 – metástases em 1 - 6 gânglios linfáticos regionais

         N2 – metástases em 7 – 15 gânglios linfáticos regionais

         N3 – metástases em mais de 15 gânglios linfáticos regionais

 

         M0 – sem metástases à distância

         M1 – metástases à distância

 

Por fim coloco uma imagem que permite comparar a percentagem de doentes vivos com o passar dos anos de acordo com o estadio da doença.

 

publicado por A Radioterapia às 09:57

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Informação
Pretendo inserir informação o mais completa possível sobre as diferentes patologias que podem ser tratadas com radioterapia. Contudo, levará algum tempo até que haja informação para todos os doentes oncológicos que espero que visitem o blog. Caso visitem o blog e não encontrem a informação que pretendam ou a mesma não seja tão esclarecedora quanto gostariam, terei todo o gosto em responder-lhes às questões, bastanto para isso que enviem um email para omundodaradioterapia@gmail.com.
Todas as matérias publicadas no blog têm como único objectivo transmitir informação a todos os doentes oncológicos que possam visitá-lo. A informação baseia-se em livros de Medicina/Radioterapia/Oncologia e deve ser levado em conta que cada doente é um doente e que os procedimentos médicos que se utilizam variam entre os doentes, podendo a tecnologia evoluir.
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