O objectivo deste blog é fornecer informação útil para doentes oncológicos que realizam radioterapia e que por motivos diversos desconhecem o tratamento

09
Ago 09

O cancro colo-rectal é um tipo de cancro bastante frequente, afectando tanto o sexo feminino como o sexo masculino.

 Os sintomas associados a este tipo de cancro são:

 

         Alteração do trânsito intestinal

         Sangue nas fezes

         “Hemorróidas”

         Sensação de defecação incompleta

         Fezes em fita

         Obstrução/perfuração intestinal

         Anemia

         Astenia, anorexia, perda de peso

         Muitas vezes assintomático até fase avançada da doença

 

Os factores de risco associados ao cancro colo-rectal são:

 

         Idade: maioria entre 60-70 anos

         Polipos adenomatosos (80% destes tumores)

         Doença inflamatória do intestino

         Dieta (rica em gorduras e calorias, pobre em fibras)

         Álcool e tabaco

         Sedentarismo

         História familiar

 

O diagnóstico deste tipo de tumores pode passar por:

 

·         Análises (incluindo da função hepática)

·         Marcadores tumorais (é uma substância usada como indicador de malignidade, que pode estar presente na células tumorais ou que pode ser libertada pelo tumor. Não é especifico de cada tipo de cancro, mas ajuda na detecção do mesmo). No caso do cancro colo-rectal os marcadores tumorais são o CEA (antigénio carcino-embrionário) e o CA19,9 (antigénio hidrocarbonado 19,9).

·         Toque rectal

·         Pesquisa de sangue oculto nas fezes

·         Colonoscopia

·         Clister opaco

·         Rectosigmoidoscopia

 

Depois de feito o diagnóstico de cancro do cólon e recto e antes de se passar à fase de tratamento, é feito o estadiamento da doença, para que o tratamento seja adaptado ao estadio em que o tumor se encontra.

         É dividido em:

 

        Estadio 0

         Carcinoma in situ

         O tumor está limitado à mucosa

        Estadio I

         T1

         O tumor invade a submucosa

         T2

         O tumor invade a muscular própria

        Estadio II

         Estadio IIA

         T3: O tumor invade a subserosa ou tecidos pericólicos ou perirectais

         Estadio IIB

         T4: O tumor invade directamente outros órgãos e estruturas e/ou perfurou o peritoneu visceral

        Estadio III

         O tumor invade os gânglios regionais

        Estadio IV

         O tumor invade órgãos à distância

Para visitantes do blog que não sejam da área de oncologia/radioterapia pode ser um pouco complexo e estranho a divisão do estadiamento da doença, contudo ela é extremamente importante para a decisão de qual o tratamento mais indicado. Ponderei se colocaria esta informação ou não, pois pode confundir os doentes, mas para aqueles que gostam de ter toda a informação sobre a sua situação clínica decidi colocar.

Rastreio

 

O rastreio tem um papel muito importante na detecção de vários tipos de cancro. O cancro do cólon e recto é uma das doenças ideais para ser rastreada, isto porque:

        É uma doença frequente

        Antecedida (em anos) pelo aparecimento de polipos pré-malignos

        A doença detectada precocemente tem uma alta probabilidade de cura

 

publicado por A Radioterapia às 20:41

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Informação
Pretendo inserir informação o mais completa possível sobre as diferentes patologias que podem ser tratadas com radioterapia. Contudo, levará algum tempo até que haja informação para todos os doentes oncológicos que espero que visitem o blog. Caso visitem o blog e não encontrem a informação que pretendam ou a mesma não seja tão esclarecedora quanto gostariam, terei todo o gosto em responder-lhes às questões, bastanto para isso que enviem um email para omundodaradioterapia@gmail.com.
Todas as matérias publicadas no blog têm como único objectivo transmitir informação a todos os doentes oncológicos que possam visitá-lo. A informação baseia-se em livros de Medicina/Radioterapia/Oncologia e deve ser levado em conta que cada doente é um doente e que os procedimentos médicos que se utilizam variam entre os doentes, podendo a tecnologia evoluir.
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