O objectivo deste blog é fornecer informação útil para doentes oncológicos que realizam radioterapia e que por motivos diversos desconhecem o tratamento

25
Jul 09

O cancro do pulmão é a segunda causa de morte por cancro no sexo feminino e a primeira no sexo masculino. Cerca de 58% dos cancros são no pulmão esquerdo e 42% no direito.

 

As principais causas associadas ao cancro do pulmão são:

·         Tabaco

·         Tabagismo passivo

·         Asbestos

·         Radão

·         Radiação ionizante

·         Químicos: arsénico, níquel, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (poluição atmosférica)

 

É importante referir alguns números sobre o cancro do pulmão associado ao tabaco, uma vez que ainda existem muitas pessoas que não valorizam esses valores.

 

          Tabaco – responsável por 87% dos tumores do pulmão:

        90% no caso dos homens

        79% no caso das mulheres

 

          Risco relativo de cancro nos fumadores: 10-30 x

 

          Risco ao longo da vida de cancro do pulmão:

                               fumadores 30% vs <1% não fumadores

 

          Parar de fumar = redução do risco:

        Abstenção durante 15 anos – redução do risco em 80-90%

        O risco será sempre maior que o nunca fumador

        Se não se conseguir parar ao menos reduzir

 

É a forma de cancro que mais pode ser prevenida

 

Os sintomas do cancro do pulmão são:

§  Tosse

§  Hemoptise (expectoração com sangue)

§  Dor torácica

§  Dispneia (falta de ar)

§  Disfonia (alteração na produção da voz)

§  Perda de peso

§  Astenia (diminuição das forças; enfraquecimento do estado geral)

§  Anorexia

 

O diagnóstico de cancro do pulmão baseia-se em exames de imagem como o Rx de tórax, Tomografia Computorizada, Ressonância Magnética e PET (Tomografia por emissão de positrões); broncoscopia e biópsia.

 

 

O estadiamento de cancro do pulmão é feito de acordo com o sistema TNM (tumor, nódulos, metástases), em que o T se refere á extensão do tumor primário, o N às metástases para gânglios regionais e o M metástases à distância. Está dividido em:

 

·         T1 – Tumor com menos de 3cm no seu maior diâmetro, circundado por pleura ou tecido pulmonar em toda a sua extensão, sem evidência de invasão proximal a um brônquio lobar ao exame endoscópico

 

·         T2 – Tumor com qualquer uma das seguintes características:

o   mais de 3cm no seu maior diâmetro

o    invade a pleura visceral (pleura que recobre os pulmões)

o   provoca atelectasia (colapso de um segmento, lobo ou todo o pulmão) ou pneumonite crónica obstrutiva

o   estende-se à região hilar, porém, à broncoscopia, o tumor deve estar a pelo menos 2cm distal à carina principal

 

·         T3 – tumor de qualquer dimensão, com invasão directa da parede torácica, do diafragma, do pericárdio ou pleura mediastinal, sem invadir estruturas viscerais, grandes vasos ou corpo vertebral

 

·         T4 – tumor de qualquer tamanho invadindo mediastino, comprometendo o coração, grandes vasos, traqueia, esófago, corpo vertebral ou carina; ou tumores de qualquer dimensão acompanhados de derrame pleural (acumulação excessiva de liquido na cavidade pleural [cavidade virtual entre a pleura visceral e a parietal]).

 

publicado por A Radioterapia às 13:29

Todo o cuidado e pouco!
tonymadureira a 9 de Agosto de 2009 às 18:45

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Informação
Pretendo inserir informação o mais completa possível sobre as diferentes patologias que podem ser tratadas com radioterapia. Contudo, levará algum tempo até que haja informação para todos os doentes oncológicos que espero que visitem o blog. Caso visitem o blog e não encontrem a informação que pretendam ou a mesma não seja tão esclarecedora quanto gostariam, terei todo o gosto em responder-lhes às questões, bastanto para isso que enviem um email para omundodaradioterapia@gmail.com.
Todas as matérias publicadas no blog têm como único objectivo transmitir informação a todos os doentes oncológicos que possam visitá-lo. A informação baseia-se em livros de Medicina/Radioterapia/Oncologia e deve ser levado em conta que cada doente é um doente e que os procedimentos médicos que se utilizam variam entre os doentes, podendo a tecnologia evoluir.
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